sexta-feira, 24 de julho de 2020

O belíssimo trabalho do Quintal Vila Verde

Prezados seguidores do meu blog e cultivadores de pimentas,

Conheci um Canal maravilhoso no Youtube, no qual a gente aprende de forma simples a cultivar pimentas em hidroponia, com ou sem bomba de aeração.

O primeiro vídeo que me chamou a atenção:

https://www.youtube.com/watch?v=aj61OEFMlrc

À frente da condução do canal está o sr. Rogério, um pepper men de primeira mão, como vi nesse  vídeo:



https://www.youtube.com/watch?v=fBw2HwZbfuw

Ele conseguiu um pé de pimentas nucleares 7 pot barrakpore carrregado de frutos. Eu que já consegui há uns anos essa proeza sei o quanto é difícil produzir essa qualidade.

Gente, o Rogério só atende por email, pelo qual vende sementes de pimentas:

quintalvilaverde@gmail.com



Eu recomendo o mesmo porque é honesto e vende sementes férteis (diferente de alguns anunciantes do mercado livre).

Sucesso ao Roger e ao nosso hobby.

* utilização de vídeo e divulgação autorizadas pelo dono da Quintal Vila Verde.

domingo, 30 de julho de 2017

TORNEIOS DE XADREZ: COMO CONTROLAR O NERVOSISMO?

Um enxadrista me perguntou o seguinte, em um dos tópicos sobre xadrez que escrevi neste blog:

“Parabéns prof. André pelo embasamento na nossa paixão o xadrez! gostaria de saber o que o sr. indicaria para o controle emocional que é fundamental em uma competição. Grato!”.

Respondi-lhe:

Boa pergunta! Como controlar o nervosismo e a ansiedade? Parte do nosso nervosismo, penso eu, ocorre porque não fizemos o dever de casa, antes de um torneio. O que seria esse dever de casa?
Bem, se vai jogar contra jogadores que já possuem partidas publicadas, fazer uma pesquisa delas, apurando o estilo de seus adversários mais perigosos, as aberturas que eles usam, se cometem erros táticos, se cometem apuros de tempo etc.
Rever pelo menos uns dez esquemas rápidos de aberturas antes dos torneios (aqui eu lhe indico meu tópico sobre como preparar um repertório de aberturas).
No meu caso também ajudou muito a prática do Budismo, os mantras budistas, com frequência. Mas já soube que a yoga funciona muito bem para acalmar os nervos.
Evite chegar muito cedo ao local de jogo. Eu sempre chego faltando 15 minutos para as partidas, salvo o primeiro dia, que tem congresso técnico e tem de se chegar mais cedo.
E evito ficar jogando relâmpagos antes das partidas do torneio. Sou da opinião de que local de torneio não é lugar para se ficar jogando amistosas e relâmpagos.
Outra coisa: repita sempre para a sua mente o seguinte "minha obrigação é apenas jogar cada vez melhor, não sou obrigado a vencer sempre".
Espero ter ajudado.

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Pareceu-me uma boa resposta, sendo imodesto. Valendo inclusive a criação de um tópico sobre esse assunto.

Nesses 27 anos em que jogo xadrez, percebi que há jogadores de todos os tipos... Mas o nervosismo ataca a todos, indistintamente e controlar esse nervosismo, além de estudar bastante e jogar bastante, pode ser a diferença entre ganhar ou perder um torneio.

Controle seu nervosismo!
Evite durante um torneio, comentar partidas alheias lá fora, entre os demais jogadores (isso já me colocou em cada briga, que vocês não fazem ideia).
Evite também ir para noitada de um dia para o outro de um torneio, quando haverá novas partidas.
Evite a presunção de achar que já venceu, ao enfrentar um jogador mais jovem, porque pode ser um mestre de 14, 15 anos de idade (hoje está cada vez mais fácil esses adolescentes chegarem a esse nível em tenra idade). Depois da partida, evite ficar analisando-a no local do torneio, ainda que o seu adversário insista nisso.
Leve, se o torneio permitir, uma barra de cereal e uma garrafa de suco, para consumir durante a partida, isso acalma o estômago e a mente.
Acautele-se contra certas "malandragens" de alguns adversários em torneios, por exemplo:
1) Já vi um jogador, jogando partidas relâmpago, que usava "truques de mágico" e movia os seus cavalos não em L de 3 casas, mas de 4 casas! E seus adversários não percebiam isso porque ele escondia a peça com seus dedos... Como tais partidas não costumam ser anotadas, nem há tabuleiros digitais em todo torneio, sua malandragem passou despercebida por anos...
2) Jogador que fica andando ao redor da mesa de jogo, para desestabilizar seu adversário (idiotice fazer isso, queixe-se para o diretor do torneio imediatamente!)...
3) Jogador que fica pedindo "j'adoube" (licença para arrumar as peças) muitas vezes, para irritar...
4) Jogador que fica se inclinando sobre o tabuleiro constantemente, para olhar o relógio, quando seu adversário tem a vez de jogar (Luiz Ney Menna Barreto alerta para essa malandragem em seu livro CURSO SIMPLIFICADO DO JOGO DE XADREZ)...
5) Executar lances ilegais sobre o tabuleiro, propositalmente (felizmente hoje o manual de regras da FIDE já tem punições para isso)...
6) Adversário que fica anotando na planilha, a lápis (porque à caneta não pode) sequências de lances que analisou, como forma de desviar a atenção do adversário e conduzi-lo a erro com sequências que não pretende usar...Conselho meu: dever do jogador é analisar a posição sobre do tabuleiro, não entre nessa de analisar planilha de adversário...
Recomendo neste final de texto: LEIA AS REGRAS DA FIDE ANTES DE JOGAR UM TORNEIO, pois lá há regras, novas inclusive, que se o jogador desconhece, poderá ser punido inclusive com a eliminação do torneio.

Fique esperto!

sábado, 1 de julho de 2017

FORMATO IDEAL PARA LIVROS DE XADREZ


Parece um preciosismo da minha parte, mas como me perguntaram isso, já que escrevi alguns artigos sobre o tema xadrez, publicados aqui no blog, resolvi apresentar uma opinião.

Qual o formato ideal para um livro de xadrez?

Sem delongas e sem enrolação, deveria ter o tamanho do livro da foto acima, ou seja, pocket (18/19 cms por 12/13 cms), como foi aquela edição econômica do livro Xadrez Básico, do Dr. Orfeu D'Agostine, pela Editora Ediouro, acima.

Essa edição era ideal para o estudo, porque se podia colocar o livro aberto, na frente de um tabuleiro padrão de xadrez, sendo que não atrapalhava o estudo, uma vez que as mãos do estudante conseguiam manusear as peças mesmo estando na última fileira do tabuleiro.


Não sei como escritores de xadrez não pensam nisso ANTES de editarem seus livros... Vemos livros de xadrez com 25 cms de altura, por 17 de largura... Às vezes, com 30  cms de altura, o que dificulta o estudo, sendo que temos de, ou erguer o livro na frente dos olhos, ou pô-lo do lado do tabuleiro, o que dificulta o estudo.

Recomendo que o miolo do livro seja reforçado e as folhas costuradas à lombada, porque como se manuseia muito o livro, as folhas tem a tendência de se desprenderem.

Recomendo, ainda, que se use o tipo Arial, em vez de Times New, porque este último, quem tem problemas de visão, miopia, eu por exemplo (rs), acaba confundindo a anotação da letra "e" por "c", exemplo Ce3/Cc3.

Falando nesse livro do Dr. D'Agostine, também me perguntam por que não o indico aqui no Blog. Olha, tenho um carinho imenso por esse livro, porque foi o primeiro que estudei que, de fato, melhorou alguma coisa no meu jogo. O livro acerta em dividir seus capítulos em finais, meio-jogo e aberturas e começa convidando o estudante a compreender os finais, o que é mais acertado ainda. Devemos estudar os finais primeiro, depois o meio-jogo e depois as aberturas.

Mas eu acho que surgiram novos livros, que tratam das 3 fases de forma mais eficaz e clara. Acho que no meio-jogo do Xadrez Básico, o autor misturou tática com estratégia, o que confunde um pouco. Penso que sobretudo nessa fase, o livro peca por não ter recolhido o que há de melhor em livros que inclusive antecederam o Xadrez Básico, como O Jogo de Posição do Eliskases, Meu Sistema do Nimzowitch e o livro de Estratégia do Pachman, cuja edição primeira, salvo engano, é de um ano antes do Xadrez Básico. (veja nesse tópico os livros que indico: http://andregreff.blogspot.com.br/2015/04/os-melhores-livros-de-xadrez.html)

Tive por experiência prática: meus alunos evoluíram mais estudando o Meu Sistema, do que o Xadrez Básico, e olha que o Meu Sistema é de 1925!

Claro que lhes passei o básico também sobre finais e aberturas, usando para isso apostilas. O livro do Nimzowitch entrava como primeira sugestão de compra para estudo em casa.

Mas isso não tira o mérito do Xadrez Básico, que foi de fato, o primeiro grande livro de xadrez do Brasil.  Algum GM deveria revisá-lo, penso eu, dividindo o meio-jogo em tática e estratégia, atualizando seu curso de aberturas e aumentando o número de diagramas de finais.


Vivo insistindo nisso com um amigo, no sentido de que não 'lemos' livros de xadrez. Estudamo-los! São para serem estudados, ao menos quando trazem sequências de lances, dando a eles o necessário tempo de nossas vidas, em que repassamos diagrama por diagrama, sequência por sequência de lances, isso usando um tabuleiro físico de xadrez. É trabalhoso, mais trabalhoso do que simplesmente 'ler'. Claro que há livros de Xadrez para serem lidos, mas são de biografia de algum grande mestre.

É isso.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Lindo jogo de xadrez


Fabricado por meu amigo Ademar Correia.
Ademar é enxadrista, militar aposentado e artesão/marceneiro, especialista na fabricação de lindos jogos de xadrez, peças com peso, fabricadas artesanalmente em madeira de lei. Recomendo o seu trabalho por ser de excelente qualidade.
Interessados, contatar o artista pelo fone 067 99615-2552, em Dourados, Mato Grosso do Sul.
Ele envia pelo correio.


sexta-feira, 29 de abril de 2016

Tenho estado meio ausente do blog

Prezados amigos, alunos, colegas que acessam meu blog: tenho estado meio ausente do mesmo, mas isso se deve a um bom motivo, ando cursando um mestrado em Direitos Humanos, na UFMS-Fadir-Campo Grande-MS.

Como as atividades com o mestrado são intensas, tenho tido pouco tempo para postar, mas em breve voltarei ao blog com força total, postando inclusive dos assuntos que tenho estudado no mestrado.

Sempre dou uma olhada nos comentários dos tópicos e sempre que possível, respondo. 

Obrigado a todos que os tem acessado e comentado.

Abração.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

domingo, 24 de janeiro de 2016

E agora descobrem que Dilma mandou cortar 60% da verba destinada ao combate do mosquito da dengue...




"21 de janeiro de 2016
Sabe o surto de dengue e microcefalia? Dilma cortou 60% da verba do combate ao Aedes Aegypti

Deu no que deu.

Não se trata de “colocar culpa” de maneira cega ou puramente partidária, mas é fato que os governos têm sim uma forte dose de responsabilidade quando se trata do combate ao mosquito Aedes Aegypti. Já falamos aqui, por exemplo, da greve dos agentes de controle de vetores no Nordeste, justamente a região mais atingida pelos casos de microcefalia.

Agora, descobre-se que o governo federal, em dois anos, cortou 60% da verba destinada ao combate do mosquito da dengue (e da zika, que causa a microcefalia). Resultado: verdadeira epidemia das doenças transmitidas pelo Aedes.".

Fonte: http://www.implicante.org/noticias/sabe-o-surto-de-dengue-e-microcefalia-dilma-cortou-60-da-verba-do-combate-ao-aedes-aegypti/?utm_content=buffer22c9a&utm_medium=social&utm_source=twitter.com&utm_campaign=buffer

=====

A notícia foi extraída do site da VEJA:


"Em dois anos, governo federal cortou em 60% verba para combater o Aedes

Em comparação com 2013 – ano que até então havia registrado a maior epidemia de dengue –, recursos repassados às prefeituras no ano passado caíram de R$ 363,4 milhões para R$ 143,7 milhões
- Atualizado em


No ano em que os casos e os óbitos por dengue bateram recorde no país e teve início um surto de microcefalia associada ao zika vírus, o Ministério da Saúde reduziu em 60,4% a verba extra repassada às prefeituras para ações de combate ao mosquito Aedes aegypti em comparação com 2013 - ano que, até então, havia registrado a pior epidemia de dengue.

A verba se refere ao piso variável de vigilância em saúde, recurso adicional do governo federal destinado a Estados e municípios para ações de prevenção e promoção de saúde, o que inclui medidas de combate ao Aedes.


Em dezembro de 2013, o Brasil registrou 1,4 milhão de casos de dengue e 674 mortes. Nesse ano, a União autorizou o repasse extra de 363,4 milhões de reais para os municípios. Já no ano seguinte, os registros e óbitos pela doença caíram para 589.000 casos e 475 mortes. O piso variável igualmente diminui para 150 milhões de reais.

Em 2015, quando o número de pessoas infectadas chegou a 1,6 milhão, com 863 mortos, o valor da verba extra voltou a cair, desta vez para 143,7 milhões de reais.

O piso variável não é a principal fonte de financiamento das ações de combate ao mosquito nos municípios. O recurso permanente e mais volumoso é o do piso fixo de vigilância em saúde, que teve pequeno crescimento, no período de dois anos analisado. Os repasses foram de 1,2 bilhão de reais para 1,27 bilhão de reais. Somados os valores dos dois pisos, no entanto, houve queda nos recursos, de 1,56 bilhão de reais em 2013 para 1,41 bilhão de reais em 2015.

Os municípios reclamam da falta de auxílio emergencial diante da possibilidade de uma nova epidemia neste ano. Presidente do Conselho dos Secretários Municipais de Saúde de São Paulo (Cosems-SP), Stênio Miranda afirma que algumas cidades já iniciaram o período crítico de transmissão, mas as prefeituras não têm condições financeiras de arcar com as necessidades extras apenas com recursos do tesouro municipal.

"Em Ribeirão Preto, por exemplo, fizemos concurso para contratar 150 agentes de controle de endemias e não conseguimos convocá-los até agora porque não há dotação orçamentária", diz ele, que também é secretário de Saúde municipal. Miranda diz que as cidades não receberam repasse emergencial nem do ministério nem do governo do Estado de São Paulo, que, no fim do ano passado, prometeu 50 milhões de reais extras para ações de combate às doenças transmitidas pelo Aedes.

Presidente da Sociedade Brasileira de Dengue e Arboviroses, Artur Timerman diz que, diante da situação emergencial de surtos de dengue e zika, a verba extra deveria ser ampliada. "Essa redução orçamentária é calamitosa. A situação do zika e da microcefalia é dramática e este é o momento de empenhar todo o esforço possível", diz.

O Ministério da Saúde afirma que tem ampliado nos últimos anos os recursos para o combate ao Aedes, com crescimento de 30% no valor do piso fixo entre 2010 e 2015. Diz ainda que há 600 milhões de reais adicionais encaminhados aos municípios para o pagamento dos salários de agentes, além de 500 milhões de reais extras aprovados pelo governo federal diante da situação de emergência de zika e microcefalia. A pasta não detalhou em que ações será usado esse recurso e quanto desse montante poderá ser repassado aos municípios.

A Secretaria Estadual da Saúde diz que o fundo estadual de 50 milhões de reais anunciado em dezembro "será usado para responder a demandas que se fizerem necessárias para apoiar os municípios no combate ao Aedes", incluindo contratação de PMs e de agentes temporários para o combate aos criadouros.".

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/em-dois-anos-governo-federal-cortou-em-60-verba-para-combater-o-aedes

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

AMBIENTALISMO: OLHEM ESSA IMAGEM E REFLITAM!








AGORA, PRESTEM ATENÇÃO:


A China ao entardecer.

As pessoas não conseguiam enxergar o Sol, tão grande era o nível de poluição.

Aí instalaram uma grande tela de LED, com o pôr-do-sol, para que as pessoas vissem e "sentissem" o entardecer.

FONTE: http://www.anarquista.net/coberta-de-poluicao-china-transmite-nascer-do-sol-por-telas-de-led/

"Os moradores de Beijing acordaram esta semana com uma visão diferente na Praça Tiananmen. O nascer do sol foi transmitido por uma grande tela de LED. Por conta da poluição, é quase impossível ver o céu na cidade.

Na tela também foi exibida a frase 'proteger a atmosfera é responsabilidade de todos'. A poluição é um grande problema nas metrópoles chinesas. É comum que os moradores andem de máscaras pela rua e quando a situação fica mais crítica o governo pode emitir alertas de fumaça para avisar os moradores da situação.".




AÍ EU PERGUNTO:


Vale a pena?

Ganhar muito dinheiro e perder a visão do Céu?

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

FELIZ 2016!!!

AOS MEUS ALUNOS, AMIGOS, COLEGAS PROFESSORES E ADVOGADOS, UM FELIZ ANO NOVO!!!!


MUITAS REALIZAÇÕES POSITIVAS, É O QUE EU DESEJO A TODOS.


sábado, 5 de dezembro de 2015

Exames 2015

Caros estudantes,

Como já foi divulgado por edital, nossos exames estão marcados para o dia 10.12.2015.

Lembro que será cobrado o conteúdo do ano todo.

Obedeceremos ao horário de aula, na aplicação dos exames, conforme determinação do edital.

Ou seja, como o exame está marcado para a quinta-feira:

- O exame começará com os alunos do 3o. ano, das 7h30 às 9h10;
DICAS PARA OS ALUNOS DO TERCEIRO ANO: não cai lei de organização criminosa, nem lei maria da penha... Estudar prescrição penal... Estudar incidentes penais na LEP... Estudar crimes contra a vida.

- Segue com os alunos do 2o. ano, das 9h20 às 11 horas.
DICAS PARA OS ALUNOS DO SEGUNDO ANO: Estudar os movimentos do direito penal... Estudar princípios do direito penal e principalmente qual elemento do crime os princípios afastam... Estudar lei penal no tempo, no espaço, competência, tipicidade e antinormatividade... Modalidades de erro.


Obedecerei rigorosamente aos horários acima, até porque há alunos em exame nas duas disciplinas sob minha responsabilidade. Ou seja, farão ambas as provas.

E também porque o exame é uma avaliação marcada pela Coordenação de Curso, de acordo com Manual do Acadêmico da UEMS.

Ou seja, temos de seguir o que determina o edital.

- ALUNOS QUE EXTRAPOLARAM O LIMITE DE FALTAS, LAMENTO, MAS NÃO FARÃO O EXAME. QUALQUER RECLAMAÇÃO, CONFIRAM O SISTEMA DIGITAL DE LANÇAMENTO DE FALTAS E RECLAMEM VIA COORDENAÇÃO;

- NÃO SERÃO ADMITIDAS PROVAS FEITAS A LÁPIS.

Bons êxitos a todos. Fica meu desejo sincero de que todos sejam aprovados!

terça-feira, 17 de novembro de 2015

AVALIAÇÕES OPTATIVAS 2015

PREZADOS ESTUDANTES,

NOSSA PROVA OPTATIVA, PARA AMBAS AS TURMAS, OCORRERÁ NO DIA 26.11.2015 (QUINTA-FEIRA).

PARA O 3. ANO: DAS 7H30 ÀS 9H20 E PARA O 2. ANO: DAS 9H30 ÀS 11 HORAS. REPARE QUE SEGUIREI O MESMO HORÁRIO DE AULA, NORMAL!!!

NÃO PERCAM O HORÁRIO DE PROVA!!!!!

MATÉRIA DA PROVA:

- PARA O SEGUNDO ANO:
Módulo 1:
- princípios do direito penal,
- lei penal no tempo;
- lei penal no espaço;
- lei penal e pessoas que exercem cargos públicos;
- imunidades penais;
- contagem de prazo no direito penal;
- extraterritorialidade da lei penal;
- artigoS 1 a 11 do CP;
(não cai a história do direito penal)
Módulos 2 e 3:
- conflito aparente de normas penais;
- crime doloso e culposo;
- crime consumado e tentado;
- sujeito ativo e passivo de crime;
- conceituação de crimes e teorias (bipartida, tripartida, quadripartida, funcionalismo extremado e moderado);
- classificação de crimes;
- teoria causal e finalista da ação;
- artigo 13 e teoria da conditio;
- teoria da imputação objetiva;
- tipicidade, teorias e tipicidade conglobante;
- excludentes de ilicitude, excludentes de culpabilidade, modalidades de erros;
- teorias da culpabilidade.
PROVA SEM CONSULTA ÀS DOUTRINAS. PODE USAR CP SECO.

- PARA O TERCEIRO ANO:
- Lep: incidentes, progressão de regime e livramento condicional, remição e detração de pena, RDD;
- Apenamento;
- Prescrição penal;
- Remição e detração penal;
- Princípios constitucionais na execução penal;
- Artigos 121 a 129 CP;
- Lei maria da penha;
- Lei de organização criminosa;
- Lei de crimes hediondos;
- artigos 155 e 171 CP;
- crimes contra a honra.
(Não cai: artigos 29, 69, 70, 71, 75 CP, exceto em questões de enquadramento penal).
PROVA SEM CONSULTA ÀS DOUTRINAS, PODE USAR CP SECO, COM AS TABELAS DE CÁLCULOS DE BENEFÍCIOS PENAIS E PRESCRIÇÃO.

*** RELATÓRIO SOBRE A VISITA AO PRESÍDIO, DEVE SER ENTREGUE NO DIA 26.11.2015, DURANTE A REALIZAÇÃO DA PROVA OPTATIVA.

****ESSE RELATÓRIO PODE SER DIGITADO OU FEITO À MÃO. CUIDADO! EVITE COPIAR TRABALHO DO COLEGA!!! O PROFESSOR OLHARÁ ESSES TRABALHOS, UM A UM.

AT.TE.

PROF. ANDRÉ.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

AVISO DE PROVAS

PREZADOS ESTUDANTES:

DIA 11.11.2015:

QUARTA E ÚLTIMA AVALIAÇÃO DE DIREITO PENAL PARTE ESPECIAL: CRIMES CONTRA A HONRA, FURTO E ESTELIONATO.

DIA 19.11.2015:

TERCEIRA E ÚLTIMA AVALIAÇÃO DE DIREITO PENAL PARTE GERAL: ERRO DE TIPO, ERRO DE PROIBIÇÃO, TEORIAS DA CULPABILIDADE, LIVRO TEORIAS DA CULPABILIDADE DO CRISTIANO RODRIGUES, EXCLUDENTES DA ILICITUDE.



quinta-feira, 17 de setembro de 2015

AVISO DE PROVAS

CARÍSSIMOS ESTUDANTES,

AVISO DATAS DE PROVAS:

- 3A. PROVA  DO 3O. ANO: DIA 8 DE OUTUBRO DE 2015.
MATÉRIA: ARTIGOS 121 A 137 CP (MÓDULO 2). NÃO CAI: ARTIGOS 130, 131, 132, 133, 134, 135, 136.
+ LEI MARIA DA PENHA. PROVA SEM CONSULTA ÁS DOUTRINAS.

- 2A. PROVA DO 2O. ANO: DIA 7 DE OUTUBRO DE 2015.
MATÉRIA: ARTIGOS 12 A 19. PARTE DO MÓDULO DOIS. NÃO CAI: FICA PARA A PRÓXIMA PROVA, ERRO DE TIPO, ERRO DE PROIBIÇÃO E TEORIAS DA CULPABILIDADE.
NÃO CAI: O LIVRO DO CRISTIANO RODRIGUES, FICA PARA A TERCEIRA PROVA.
ENTREGAR NA DATA DA PROVA O RESUMO SOBRE O ARTIGO DA TEORIA DA CULPABILIDADE.
PROVA SEM CONSULTA ÀS DOUTRINAS.


OUTRA COISA:

NÃO SERÃO ADMITIDAS PROVAS FEITAS A LÁPIS.

AT.TE. PROF. GREFF.

domingo, 30 de agosto de 2015

QUAIS AS PIMENTAS MAIS ARDIDAS DO MUNDO, ATUALMENTE?

Escrevi um tópico sobre esse assunto, em 2013, sendo que muitos links onde postei fotos, já sumiram com as mesmas.

Resolvi reescrever tudo de novo, obviamente atualizando com as verdadeiramente mais ardidas do mundo...

A pimenta mais ardida do mundo se chama CAROLINA REAPER, ou HPN2:

Mas eu a provei e lhes digo: pra mim arde igual a pimenta SEVEN POT BARRCKPORE verdadeira:


E ambas estão muito próximas em ardência à TRINIDAD SCORPION MOROUGA RED:
Depois delas, vêm as outras:
- Seven pot comum... e seven pots primo amarela:

- Trinidad scorpion comum...
- Bhut jolokia chocolate e vermelha...
 - Bih jolokia...

- Trinidad butch taylor...
(uma enganação! jamais que ela arde como as primeiras, eu atesto isso!)
- Dorset naga...
(a verdadeira, arde bastante!)
- Naga viper...
- Trinidad douglah...




segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Segunda avaliação de direito penal parte especial

Prezados Estudantes,

1) Informo a todos, que marcamos uma prova para a 3a. série, para o dia: 26 de agosto de 2015. Assuntos dessa prova: ação penal (artigos 100 a 106 CP), Causas extintinvas da punibilidade (art. 107 CP, principalmente prescrição), Lei de Crimes Hediondos, Lei de Organizações Criminosas. A prova será com consulta às doutrinas;

2) A guia de aula sobre LEI DE CRIMES HEDIONDOS foi alterada, pois acrescentei a mudança operada pela lei 12.978 de 21 de maio de 2014. Foi uma pequena alteração, mas importante, pois essa lei, além de alterar o nome do crime do artigo 218 B, do CP, ainda acrescentou o mesmo no rol dos hediondos. Creio que não falei desse crime específico quando dei aula sobre essa lei. Também mereceu alteração por força da nova lei 13.142, de 6.7.2015. Mandei novamente a guia de aula alterada por email.

Horário de prova: das 9 h 30 às 11 horas.

At.te,

Prof. André Greff.

terça-feira, 21 de abril de 2015

COMO ESTUDAR ABERTURAS DE XADREZ


Há alguns erros que o principiante incide, ao estudar aberturas:

1) Achar que tem de estudar todas as aberturas. Isso é errado, porque os mestres e grandes mestres estudam apenas 7 a 10 esquemas de aberturas, mas os compreendem profundamente, sendo que raramente renunciam aos mesmos esquemas;

2) Estudar livros de aberturas ruins, que não contém partidas completas de cada abertura, que expliquem claramente OS PLANOS DE MEIO JOGO PARA CADA ABERTURA, tanto para as pretas, quanto para as brancas, bem como os possíveis finais que cada abertura pode levar;

3) Esquecer de estudar as ESTRUTURAS DE PEÕES que cada abertura pode levar, bem como os planos mais recomendáveis para determinadas estruturas e OS TIPOS DE CENTROS DE PEÕES que cada abertura proporciona e os planos que cada tipo de centro exige;

4) Desistir de uma abertura, após perder uma partida. Ora, você está estudando uma abertura, montou uma apostila contendo partidas comentadas dela, estudou, perdeu uma partida... Então você simplesmente desiste dessa abertura? Alegando que "ela lhe deu azar"? Tá errado. Um mestre irá fazer o oposto. Irá estudar a partida que perdeu, ver onde errou e continuará insistindo nesse abertura, até vencer com a mesma. Isso para não perder o trabalho de estudo realizado. Outra coisa: quem garante que você não perdeu lá no meio jogo? Em algum erro tático?

Repare que você não precisa saber 50 aberturas de xadrez, para jogar bem os torneios. Basta saber entre 7 a 10 aberturas, mas conhecê-las a fundo. Os grandes mestres fazem isso, conhecem poucas aberturas, mas as conhecem profundamente, uma vez que já repassaram milhares de partidas dessas aberturas.

Ora, raciocinemos, jogando de pretas, você precisa:

- De um esquema de defesa para quando as brancas jogarem 1. e4;

- De um esquema de defesa para quando as brancas jogarem 1. d4;

Jogando de brancas, você precisa decidir se começa com 1. e4, 1. d4, 1. c4, 1, Cf3, 1. Cc3, ou até mesmo 1. f4...

Se escolher 1. e4, terá de estudar prováveis respostas para quando as pretas jogam uma defesa siciliana, uma francesa, uma caro-kann, uma defesa alekhine, ou até mesmo respondam 1. e4 com e5.

Se você estuda esquemas fechados, como 1. c4, ou ainda o ataque índio do rei, esquema muito usado por Bobby Fischer, deve estudar as respostas das pretas a esses esquemas.

Em todos os casos, terá de estudar no máximo dez aberturas. Mas profundamente e de acordo com seu estilo de jogo.

Se meus leitores acompanharam meus últimos artigos, sabem que a abertura deve ser a última coisa a ser estudada no Xadrez. Após estudar os finais, tática, estratégia, com certeza você já terá conhecido alguns esquemas de aberturas, porque estudou várias partidas completas. Ou seja, você não estará totalmente 'cru' em se tratando de conhecimento sobre esse assunto. Contudo, este artigo pretende sugerir uma forma mais organizada de se criar um repertório de aberturas, porque os torneios exigem isso.

Neste caso, estou com Kasparov que separa os jogadores em tipos A e B. Vamos ver o que o Grande Mestre ensina (escaneio página do seu Curso Avanzado de Ajedrez, Coleccion La Pasion):





Para Kasparov, há o jogador A, posicional, tranquilo, que acumula vantagens posicionais; e há o jogador B, que tem tendência ao risco, que ataca na primeira oportunidade.

Tenho notado que o jogador “Tipo A” precisa ter uma cautela ao se adotar aberturas fechadas, porque a sua tendência natural ao jogo posicional pode levá-lo à uma posição em que suas peças carecem de espaço. Ou seja, eu recomendaria para o jogador “Tipo A” os sistemas semiabertos e não os fechados. Neste ponto, minha opinião é diversa da do Kasparov em um ponto:  eu tiraria a Opção c do jogador A, bem como a Pirc (um perigo para o jogador A, pois costuma ficar com a posição sufocada, se enfrentar um adversário habilidoso).

Os grandes treinadores determinam o repertório de seus pupilos de acordo com seu estilo de jogo. Mas ainda alerto para mais um ponto no texto do Kasparov: o perigo das partidas de blitz para os jogadores que desejam evoluir.

Quem  desejar mesmo evoluir seu jogo, tem de jogar partidas pensadas, anotadas e depois analisadas minuciosamente para ver prováveis debilidades e saná-las.


Servindo-me de mais um autor, Samarian, o mesmo ensina de maneira semelhante:






Para esse grande treinador, o estudante deve escolher um sistema e conhecer tudo desse sistema:





Por fim, voltamos ao grande Kasparov e sua dica fundamental:




Aqui, Kasparov sugere não decorar aberturas:





Temos, então, todas as peças do nosso quebra-cabeça: 

1) O estudante deve escolher seu rol de aberturas, conforme seu estilo de jogo. Tem sangue frio? Talvez seja o caso de estudar aberturas como as do Peão do Rei, inclusive o famoso Gambito do Rei, Defesa Siciliana, Gambito Benko, Benoni,  (usada pelo GM Tal em muitas partidas complexas)...

2) Possui espírito calmo e tranquilo? Quem sabe seja o caso de escolher aberturas como a Reti, Defesa India de Dama, Defesa Petrov, Defesa Caro Kann, Defesa Trompowsky, algumas variantes da Francesa, Peão de Dama...

3) O material escolhido para estudo, tem de apresentar as aberturas e bases sólidas para a elaboração de planos de meio jogo. Sabem aqueles livros de aberturas que trazem apenas 10/15 lances e dizem: as pretas estão melhores, ou, as brancas têm vantagem e mais nada? Jogue-os fora! rs.

Porque não ajudam em nada no seu progresso se não lhe mostram qual o plano a seguir no meio - jogo e como aproveitar a vantagem obtida na abertura.

E até hoje eu vi poucos livros e programas que tratam das aberturas que fazem esse link entre abertura e meio jogo e ainda lhe apresentam partidas reais, na visão das brancas ou das pretas, em que aquele plano foi executado com êxito.

Esse curso do Kasparov, acima, faz isso relativamente bem. Cria um elo entre abertura e meio jogo.

O antigo livro do Edmar Mednis, o De La Apertura Al Final, faz isso. Mas já é antigo, sendo que algumas aberturas já tem outras respostas + satisfatórias.

Aquele Curso de Ajedrez do Illescas, patrocinado pela Telefónica, principalmente o módulo 4, faz isso.

E um antigo curso de MEDIO JUEGO da Convekta, que na verdade é de aberturas, faz isso, mostra os planos ligados às aberturas, e ainda tem um ótimo curso de estruturas de peões.

Por fim, Dvoretsky recomenda a trabalhar em conjunto com algum amigo enxadrista, sendo recurso valioso na preparação de um arsenal de aberturas. Mas não só isso... Se esse amigo tiver a liberdade de lhe dizer quais os pontos fracos que ele identificou no seu jogo, quem sai ganhando é você mesmo.


Outra coisa, a simples memorização de aberturas dessas coleções de Informadores, MCO, BCO etc, com seu sistema de chaves, telegráfico, sem apreender os planos, as ambições, as estruturas de peões que tais aberturas originam, é estudo improdutivo e só lhe fará perder tempo. 

Todos os grandes mestres repetem à exaustão que não devemos DECORAR aberturas, que devemos compreender as ideias nela contidas, os planos. Concordo. Mas penso eu que não faz mal algum o estudante ter memorizado pelo menos umas dez partidas de cada abertura que pretende usar, ISSO ALÉM DE COMPREENDER IDEIAS E PLANOS dessa abertura.

E o leitor deve estar se indagando, qual método eu escolhi?

Minha escolha recaiu sobre parte do que o Kasparov escreveu e parte do que o Samarian escreveu, nos textos acima. Sou o jogador A, já sei disso, rs, o que já é uma grande vantagem saber quem se é. Mas preferi seguir a risca aquela recomendação do Samarian, de coletar partidas, esquemas, de revistas, livros, programas de treinamento e montar o meu próprio arsenal de aberturas.

Não direi aqui quais estão mais presentes nos meus treinamentos, além das que já referi, mas direi que com as pretas eu ando preferindo mais os esquemas semiabertos, do que os fechados. Porque justamente por meu estilo ser defensivo, partidas fechadas me levavam normalmente à derrota, justamente por acentuar esse aspecto.

Ter um arquivo das suas aberturas principais, com pastas, organizado, podendo ser consultado várias vezes, à exaustão, até memorizá-las, parece-me mais prudente.

O estudo das aberturas a partir da estrutura de peões é mais lógico, até porque distintas aberturas dão origem à uma mesma formação de peões e a um mesmo plano estratégico.

Peguemos, por exemplo, a formação com o peão "d" isolado. Ela surge:

- No Gambito de Dama Aceitado: 1.d4 d5; 2. c4 dxc4; 3. Cf3 Cf6; 4. e3 e6; 5. Bxc4 c5; 6. 0-0 a6; 7. a4 cxd4; 8. exd4 Cc6; 9.Cc3 Be7...
- Na Defesa Caro - Kann, Variante Panov: 1. e4 c6; 2. d4 d5; 3. exd5 cxd5; 4. c4 Cf6; 5. Cc3 e6; 6. Cf3 Be7; 7. cxd5 Cxd5; 8. Bc4 Cc6; 9. 0-0 0-0;
- Na semi-Tarrash, Gambito de Dama Recusado: 1. d4 d5; 2. c4 e6; 3. Cc3 Cf6; 4. Cf3 c5; 5.cxd5 Cxd5; 6. e3 Cc6; 7. Bc4 cxd4; 8. exd4 Be7; 9. 0-0 0-0;
Para as negras:
- Na Defesa Siciliana, variante Alapin /Sveshnikov: 1. e4 c5; 2. c3 e6; 3. d4 d5; 4. exd5 exd5; 5. Cf3 Cc6; 6. Be2 Bd6; 7. dxc5 Bxc5;
- Na Defesa Francesa, Variante Tarrash: 1. e4 e6; 2. d4 d5; 3. Cd2 c5; 4. exd5 exd5...
Fonte: Temas Estratégicos de La Apertura Al Final, Edmar Mednis, págs. 12-13.
Logo, se várias aberturas dão origem a uma mesma estrutura de peões, com mesmos planos, parece ser mais lógico, mais produtivo, analisar as aberturas com vistas às estruturas de peões que elas originam.

Os exemplos acima servem apenas para a estrutura de peões que tem um peão isolado na coluna "d". Mas há outras estruturas de peões, que surgem no jogo em diversas aberturas, tais como estrutura erizo, muro de pedra...

Também atente que as aberturas de xadrez podem produzir soluções diferentes para os peões centrais, como centro aberto, fechado, semiaberto... E para cada um deles, já há o direcionamento de planos específicos.

Vou lhes contar um sistema simples que ando seguindo: escolhi 7 aberturas, que pretendo usar com frequencia no retorno aos torneios.

Comprei uma pequena caderneta (12x8 cms) e ando anotando nela sempre 3 variantes principais de cada uma das 7 aberturas, e repassando tudo, à exaustão. A ideia é memorizar a abertura, se possível com uma partida inteira. Terminando essa caderneta eu farei uma 2a. caderneta, com mais variantes, a um curto tempo, terei memorizado essas linhas principais, o que ajudará muito ao estudo avançado de cada uma delas, isoladamente, em packs específico.

Gente, não é decorar a abertura cegamente. Não é isso que estou sugerindo. É memorizar aberturas compreendendo os planos delas e se possível, partidas inteiras. Esses "ganchos" para a memória, são como esqueletos que poderão guardar depois as sub, sub, variantes que estudarei.

Ando anotando as partidas a lápis. E marcando as páginas delas como aquelas etiquetas coloridas.

Todo dia cedo repasso o caderninho todo.

É um método... arcaico? rs...

Pode ser, mas creiam, comigo funcionou em torneios. Kasparov fez a mesma coisa! Só que ele criou um arquivo-monstro, em computador, usando o programa Chess Base. Dizem que ele possui material para uns dez matchs, se quisesse continuar jogando.

Aliás, se analisarem bem, é justamente o MESMO que recomenda o grande Tal, neste vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=3mUiFR9Ifqc


Ter algumas linhas memorizadas do começo ao fim, muitos Mestres dizem que isso é estudar erradamente. Inclusive Kasparov disse que isso é errado, logo acima. Mas o que ele é contra, é decorar lances sem entender o sentido deles, porque se memorizar entendendo os planos, os objetivos e os finais que ocasionam, isso evita que se consuma tempo precioso na abertura. Inclusive em partidas blitz (que hoje a gente tem de jogar mesmo sem querer, pois viraram critério de desempate em torneios), faz com que se economize tempo no começo de cada partida.

Eu penso que hoje, devido ao grande número de material na net, o estudante não precisa comprar uma coleção inteira de aberturas, contendo inclusive aberturas que ele nunca usará na vida, simplesmente porque não batem com seu estilo de jogo.


VOU, ENTÃO, RESUMIR MINHAS SUGESTÕES:

Primeiro (1) descubra qual é o seu estilo de jogo, aquele em que você se sente mais confortável jogando; segundo (2) tome de uma caderneta e anote pelo menos 7 ou 8 aberturas que se encaixem neste estilo de jogo; terceiro (3) nesta mesma caderneta, anote pelo menos 3 variantes principais de cada uma destas aberturas, se possível com a partida completa; (4) tente compreender os planos que essas aberturas sugerem para o meio jogo, como que elas propõem a obtenção da vantagem e quais os planos das brancas e das pretas; (5) preste atenção na estrutura de peões que tais aberturas originam, que são elementos ditos extáticos (ou não), retirando todas as peças após os 15, 20 lances iniciais, deixando apenas os reis e os peões, observe como ganharia um final se estivesse daquele jeito, se seu rei esta em condições de ajudar no coroamento de um peão ou não; (6) repasse esse pequeno caderno de anotações todo dia, pelo menos uma vez, por um mês, dois meses, até decorar essas sequências; (7) esse pequeno caderno é o esqueleto a partir do qual você somará novo material: pesquise livros de aberturas na net, packs, partidas, montando uma pasta para cada uma daquelas 7 ou 8 aberturas do item 2, partindo agora para um estudo mais profundo de cada um delas; (8) revise o pequeno caderno de notas anterior, com outro caderno, desta vez com novas variantes, mais seguras do que aquelas que você usou apenas para decorar sequências de lances; (9) lance essas aberturas nos ordenadores e pesquise partidas em que elas foram jogadas e veja se os jogadores que as usaram foram exitosos ou não; (10) analise a abertura sempre de duas perspectivas, das brancas e das pretas, mesmo aquelas aberturas que você só pretendia usar de branca ou de preta; (11) coloque em prática as aberturas memorizadas em sites. O que estou sugerindo é que após estudar uma abertura, use-a antes em partidas jogadas virtualmente, hoje há dezenas de sites que possibilitam isso, veja um deles: https://lichess.org/
Faça isso antes de usar a abertura em torneios reais.

Ao término desse processo, que para mim vem sendo prazeiroso e mais seguro, imagino que terei um arsenal de aberturas pronto para um torneio.

Antes de finalizar essa exposição, há, ainda, algumas observações que considero imprescindíveis sobre o assunto:

Primeira: o estudante deve atentar para a transposição de lances na abertura. Há enxadristas que são peritos em transpor lances, levando seus adversários a jogar uma abertura que não desejavam jogar. Exemplo: as brancas queriam jogar peão de dama, quando viram, foram "conduzidas" a uma Defesa Grunfeld pelas pretas (1.Cf3 Cf6; 2.d4 g6; 3. c4 Bg7; 4.Cc3 d5; 5. cxd5 Cxd5; 6. e4 Cxc3; 7. bxc3 c5).

Alerta Neil MacDonald em seu livro La apertura inglesa, que às vezes um jogador abre com 1.c4, mas quer induzir as pretas a jogar um Gambito de Dama. Se o incauto responde: 1. .... - c6, deve estar preparado para 2. d4 das brancas e nesse caso, se seguir 2. .... - d5, já entrou numa abertura peão de dama, defesa eslava, e tem de se estar preparado para jogar essas transposição.

E se seguir: 1. c4 - c6; 2. d4 - f5!, aí são as brancas que precisam estar preparadas para jogar uma holandesa, e assim em outras aberturas, as brancas pretendiam jogar uma inglesa, quando viram, estavam jogando uma defesa india do rei, porque as pretas não usaram a resposta usual, ou ainda uma defesa moderna. Estudar livros que enfocam essa transposição de lances na abertura, para não ser surpreendido. Soltis escreveu um livro importante sobre isso;

IMPORTANTE!!! ECONOMIZE TEMPO!!! Segunda dica: hoje, o estudante conta com video-aulas sobre aberturas. Muito práticas. Levei 2 meses para estudar um livreto sobre a Trompowsky, eis que vi um vídeo de uma hora, que passou conceitos de forma até mais eficaz que no livro. Há dezenas de vídeo-aulas no Youtube, em sites específicos. É possível estudar todas as aberturas do peão do rei, sem se cansar, por meio de video-aulas, coisa que não existia há 20 anos atrás;

Terceira dica: se após estudar um esquema de uma abertura, você perder usando esse esquema, NÃO DESISTA DELE! Estude a partida jogada - que espero você tenha anotado - e descubra onde errou. É grande equívoco desprezar uma abertura estudada porque perdeu uma partida com ela. O certo é estudar a partida toda, talvez até com a ajuda de programas de computador e ver onde errou. Tive um amigo que parou de jogar a ótima defesa Alapin, contra a siciliana, porque segundo ele, a abertura lhe trouze azar (rs). Fomos repassar a "azarada" partida e descobrimos que até o lance 30, antes dele ter cometido um erro tático, tinha iniciativa!

Quarta dica: se você já descobriu seu estilo, estude aberturas revendo partidas de GMs que possuem ou possuíam estilo semelhante ao seu. Por exemplo: se sou posicional e defensivo, estudarei partidas de Petrossian, de Ulf Andersson, de Capablanca... É grande erro para mim, tentar compreender aberturas a partir do estilo de um Fischer, de um Tal. Apesar que estes jogadores  também jogaram lá suas partidas posicionais.


Quinta dica: estude aberturas sempre investigando COMO É POSSÍVEL OBTER A INICIATIVA COM ELA LOGO NOS PRIMEIROS LANCES! Isso é muito importante no xadrez de hoje em dia, obter a iniciativa no jogo, que vem a ser a conquista de um dinamismo que coloque o adversário na defensiva.

É isso. Espero ter ajudado.


NOTAS FINAIS:

PERMITE-SE A QUALQUER INTERESSADO, QUE REPRODUZA ESSE TEXTO OU PARTES DELE, EM SEU SITE, LIVRO, MATERIAL, AULAS ETC. PEDE-SE APENAS QUE SE MENCIONE A ORIGEM DO TEXTO, OU SEJA ESTE BLOG.

ESTE ARTIGO FOI ATUALIZADO E CORRIGIDO EM 27.03.2017.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

ARTIGO DE XADREZ: A ESTRATÉGIA DE ONTEM E DE HOJE

Pretendo abordar neste artigo um tema de grande importância e que não coube naquele artigo sobre dicas para treinamento do enxadrista: o que é a ESTRATÉGIA CLÁSSICA e o que compõe a ESTRATÉGIA MODERNA no xadrez.

É um tema ambicioso, que irei desenvolvendo e tentando fundamentar aos poucos.

Na minha opinião, a ESTRATÉGIA CLÁSSICA, nos moldes em que Steinitz a concebeu, compreende:

1) O valor das peças (ainda uma compreensão simples, tipo: uma torre vale cinco peões, um cavalo vale três e assim por diante);
2) A troca vantajosa e desvantajosa de peças (aqui se aprende que quando se tem uma vantagem, quer seja de um peão, é recomendável trocar as peças / do contrário, se se está em desvantagem material, não se recomendam trocas);
3) Debilidades de peões, sendo:
3.1) Peão isolado;
3.2) Peão atrasado;
3.3) Peões dobrados;
3.3.1) Complexo de peões dobrados;
3.4) Peões pendentes ou flutuantes;
3.5) Estruturas de peões, boas;
3.6.) Estruturas de peões, ruins;
4) Bispo bom e bispo mau;
5) Cavalo bom contra bispo mau;
6) Domínio de torres em colunas abertas e semiabertas;
7) Maioria de peões na ala da dama (considerada vantajosa quando ambos os jogadores fizeram roque menor);
8) Ataque da minoria (esse tema consta do livro Estratégia moderna do Pachman);
9) Perda e ganho de tempos na abertura;
10) Melhores casas para cada peça, na abertura;
11) Par de bispos;
12) Conselhos s/ por que não se deve sair cedo com a dama;
13) Como lidar com posições com bispos de cores opostas;
14) Os diversos tipos de centros de peões: centro fechado, centro aberto, centro extático, centro dinâmico, centro móvel.
14.1) Domínio de centro;
15) Quando fazer o roque, para que lado rocar e quando não se deve rocar;

Penso que com essa relação acima (salvo se esqueci algum), contemplei os principais itens de estudo da chamada ESTRATÉGIA CLÁSSICA.

Usando para isso, como referência, dois livros: ESTRATÉGIA MODERNA NO XADREZ, do Pachman e O JOGO DE POSIÇÃO, do Eliskases.

Existe algum tema CLÁSSICO, cuja importância foi aumentada nos dias de hoje?

Sim.

Certos conceitos de Nimzowitch, em seu livro MEU SISTEMA, foram maximizados em importância nos dias atuais.

Dai que podemos classificar os seguintes temas como sendo clássicos e ao mesmo tempo, modernos:

16) A conquista de postos avançados (Nimzowitch ensina em seu livro, que se não temos um plano claro, após concluirmos a abertura, que pelo menos tentemos conquistar postos avançados na posição inimiga, na segunda metade do tabuleiro, por exemplo, as brancas situarem um cavalo defendido na preciosa casa e6 das pretas);
17) A profilaxia, que significa fazer lances que desenvolvam peças, ao mesmo tempo obstaculizando as peças do adversário. Não jogar pensando apenas nos seus lances, mas avaliando como jogar de uma maneira que traga complicações para o adversário, de uma maneira que anule os planos adversários. Este conceito foi maximizado pelos Grandes Mestres atuais, sendo tema obrigatório nos novos livros de Estratégia.


E A ESTRATÉGIA DE HOJE? O QUE MUDOU?

A primeira grande pista para tentarmos uma investigação, é o livro EL AJEDREZ DE TORNEO (ZURICH 1953), de David Bronstein.

Neste livro, Bronstein diz que no Xadrez atual, os jogadores as vezes complicam a posição deliberadamente, criando supostas fraquezas de peões, buscando uma aparente posição débil, mas que na verdade se compensa pelo dinamismo das peças.

No xadrez atual, a busca do dinamismo da posição e a busca da iniciativa pode revogar algumas leis da clássica estratégia.

Pode-se, por exemplo, sair cedo com a dama, desde que ela tenha um alvo de ataque preciso e vá desestabilizar a posição adversária.

Pode-se atrasar um peão, desde que seja o avanço do seu peão vizinho, necessário para impedir o ingresso de um cavalo inimigo a uma casa essencial do tabuleiro.

Houve uma ligação maior, estabelecida entre a TÁTICA e o DINAMISMO da posição, que podem mesmo, aparentemente, ir contra algumas regras clássicas da estratégia (vide SECRETOS DEL JUEGO POSICIONAL, Dvoretsky, pág. 25).

Houve um incremento sobre uma análise mais precisa do valor de uma peça em jogo, a partir da quantidade de casas que essa peça domina. Ou seja, não basta apenas uma peça estar bem colocada, mas analisamos quantas casas aquela peça "projeta" a sua força. Este tema nem é tão moderno assim, porque Borovsky tratou dele em seu antigo (e bom) livro EL MEDIO JUEGO EN AJEDREZ, disponivel em http://migre.me/bWQyG).

Houve um incremento da importância do elemento ESPAÇO, a obtenção de maior espaço, maior campo de jogo em uma posição.

A estrutura de peões, nos dias atuais, é vista como uma nona peça em jogo. Isso é importante e ao mesmo tempo, filosófico: a estrutura de peões não é vista mais isoladamente, tipo "tenho um peão isolado", ela é analisada como um todo, é como se fosse a nona peça em jogo.

A Estratégia Moderna analisa as mesmas estruturas de peões que as aberturas produzem. Elaborar planos, a partir de uma determinada estrutura de peões (muro de pedra, erizo etc) é mais interessante do que memorizar linhas inteiras de aberturas.

A Estratégia Moderna busca criar elos de ligações entre a abertura e o plano de meio jogo, bem como das estruturas de peões que as aberturas apresentam e o final de partida que dai nascerá.

As torres não são apenas usadas para ficarem em uma coluna aberta, com breves incursões na sétima fila, sendo que às vezes elas não tem nada a atacar naquela coluna aberta. Do meio do jogo para o final, as torres entram no ataque (como, aliás, sempre recomendou Nimzowitch no Meu Sistema). As torres passaram a ser mais amplamente usadas, inclusive em ataques na horizontal, mas isso Nimzowitch já tinha destacado no seu My Sistem.

Na Estratégia Moderna, o estudo da transposição de lances, para a conquista de uma estrutura de peões já familiarizada, é tema importante. Certas aberturas diferentes produzem a mesma estrutura de peões, sendo que um jogador hábil consegue, por meio de uma transposição de lances, obter uma estrutura de peões previamente almejada.

Na Estratégia Moderna assoma importância colocar o rei em segurança! Seja por meio do roque, seja criando um aparelhamento defensivo ao redor do rei, que pode mesmo ficar próximo às duas colunas centrais do tabuleiro. Nada é feito no xadrez moderno, sem que antes se acautele que seu rei esteja em segurança. Sei que a estratégia clássica já recomendava isso, mas apenas por meio do roque. Hoje, certas posições mantém o rei em segurança, sem a necessidade de se fazer o roque.

Os valores das peças foram revistos, sendo que o valor de uma peça oscila entre a abertura e meio jogo e o final. Uma peça começa o jogo tendo um valor e pode terminar o jogo tendo outro valor.

Há um livro, excelente mas que infelizmente ainda se encontra em inglês: DYNAMIC CHESS STRATEGY, do Mihai Suba, Editora Pergamon Chess, 1991, págs. 59 a 61, do qual extraio a seguinte entrevista, na qual um fan entrevista um mestre (tradução livre):

"Sobre a estratégia e as táticas ou como a ideia da melhora potencial no xadrez, pode nascer

Fan - Qual é a principal qualidade de um jogador de xadrez?
Master - É geralmente aceito que a capacidade de calcular variações corretamente e rapidamente é o requisito mais importante.

 

Fan - E isso é o suficiente para alcançar bons resultados no tabuleiro de xadrez?
Mestre - não.

Fan - Por que?
Mestre - A capacidade de realizar todo o jogo, com base em um plano adequado, traçado com antecedência também é importante. Como o cálculo das variantes só é possível e necessário em algumas posições, na maioria dos casos, as táticas são apenas uma "caminhada no escuro" - A estratégia é o ponteiro correto para um plano adequado, e os movimentos específicos devem ser integradas neste plano.

 

F - Eu sei o que as táticas compreendem: movimentos, combinações, sacrifícios, xeque-mate. Quero compreender a estratégia.
M - Primeiro de tudo você deve admitir que certas posições requerem certos movimentos ou planos que não podem ser encontrados pelo cálculo, apenas.

F - Certamente, se isso não fosse verdade eu sempre encontraria a melhor jogada. O que é um plano, então?
M - Um plano é um conjunto desejado de movimentos ou lances que podem ser alcançados a partir da posição dada.

 

F - Quantos movimentos são precisos para se ter um plano?
M - Em posições com estruturas fixas de peões, o plano pode ser de longo prazo e seguido dde forma consistente. Às vezes, você pode ter apenas um plano para todo o jogo. Chamamos essas posições de estáticas e os planos subsequentes derivam de uma estratégia estática que é classica.

 

F - Eu não gosto disso. Eu gosto de ação.
M - Na posição em que a maior parte das peças e peões têm uma certa liberdade, cada movimento pode alterar totalmente  a configuração e seus requisitos, bem como o plano.

 

F - Sim, eu gosto disso.
M - Estas posições são dinâmicas e as suas necessidades são estabelecidas pela estratégia dinâmica. Em outras palavras, precisamos seguir um conjunto de princípios para determinar um plano correto lance a lance.

 

F - Isso é tática.
M - Não, nem sempre. Cada movimento pode ter objetivos estratégicos apenas. Esta é a estratégia que leva em conta o tempo. O Classicismo está presente principalmente em se tratando de posições fechadas ou fixas, os seus princípios são aqueles da acumulação de pequenas vantagens. A estratégia estática tenta seguir o princípio da expansão lenta, mas implacável, de uma mancha para a vitória.


 F - Diga-me alguns princípios do classicismo.
M - A visão clássica sustenta que o caráter de uma posição e a escolha de um plano deve ser determinada por:
1. material
2. estrutura de peões
3. estrutura das peças.
Atenção deve ser também ser dada a:
4. cooperação entre peças e peões
5. a segurança dos reis.
Steinitz elaborou o princípio do equilíbrio operacional. Nós não temos uma ideia exata do que vem a ser equilíbrio estático em se tratando do xadrez, porque todos os termos que podem descrever isso ('igualdade', 'nivelado', 'igualdade de chances') são termos subjetivos, mas sabemos que não podem ser super estimados tais valores, pois podem ser fulminados  por um súbito ataque do adversário, que iria se recuperar no jogo.

F - Pelo que entendi, esta estratégia clássica serve para conter nossos impulsos, dos ataques infundados e táticas mal concebidas.
M - Sim, é verdade. Para atacar você precisa ter uma superioridade, pelo menos em uma região do tabuleiro, ou uma perturbação do equilíbrio.

F - Se não podemos atacar para todos os lados, como podemos começar uma perturbação do equilíbrio? Ou o equilibrio continua até que tenhamos um fim amargo?
M - Ambos os lados podem lançar um ataque a partir da sua concentração de força, mas devem contar com um contra-ataque contra a sua própria fraqueza, e da regra do Xadrez que "uma vez que um ataque foi repelido, o contra-ataque é geralmente decisivo" (Reti).
 (...)
 

F - E onde o dinamismo entra?
M - O dinamismo (no xadrez clássico) só foi considerado incidentalmente e até então considerado como um fator temporário de uma posição.

F - Por quê?
M - Alguns dos fatores que determinam uma posição - como material, estrutura de peões, fraquezas duradouras, casas fortes - continuam a influenciar o jogo, tendo a ver com o plano estratégico e as táticas, por um longo tempo. Estes são elementos estáticos.
Estes elementos, influenciados principalmente pelo tempo, foram chamados dinâmicos. Eles eram em sua maioria, ligados a um melhor desenvolvimento, devido ao jogo impreciso do adversário na abertura, ou o ganho de tempo, ou devido à ganância excessiva do adversário, na captura de peças."



Do texto acima, podemos extrair algumas conclusões s/ a moderna Estratégia: a importância de certos conceitos, tidos como dogmas irrefutáveis pelo classicismo (peões isolados, dobrados, domínio de centro, casas fracas etc) foram relativizados, sendo que houve no xadrez moderno um incremento em importância, do chamado elemento dinâmico, que tem ligação forte com a chamada OBTENÇÃO DA INICIATIVA.

Os grandes mestres da atualidade lutam tenazmente, em suas partidas, desde o começo, para obterem a iniciativa. Mesmo que ignorem algumas regras da estratégia clássica.

Antes, no xadrez clássico, dinamismo era apenas ter conquistado um tempo a mais, ou uma melhor estrutura central.

Hoje, dinamismo vai além disso. Vai desde uma cooperação melhor entre as própria peças, sendo uma delas a que comanda a ação das demais, até mesmo uma maior concentração de peças em um campo do jogo, onde uma batalha local ocorrerá e até mesmo um ataque abrupto, antes mesmo de ter desenvolvido todas as peças, mas que impede uma harmônica disposição de peças do adversário.

Fiquei muito teórico aqui? rs.

Tomara que não.

O que estou dizendo é que ainda é importante, SIM, conhecer a fundo alguns "símbolos" da clássica estratégia, tais como debilidades de peões, domínio de coluna, ganhos de tempos, bispo bom/bispo mau, maioria na ala da dama etc. Pois em partidas vulgamente chamadas de "estáticas" por Suba, esses elementos ainda são visíveis.

Mas atualmente existem partidas que fogem totalmente da caracterização destes símbolos.

Estou dizendo que na estratégia moderna, tão importante (ou mais!) do que seguir aquele padrão equilibrado de desenvolvimento de peças, domínio do centro, criado por Steinitz, é OBTER A INICIATIVA desde logo, se possível.

Obter a iniciativa desde logo, entenda bem, não é se lançar a ataques prematuros e inconsequentes logo nos primeiros lances.

É obter uma disposição dinâmica das peças e obstaculizar esse dinamismo das do adversário.

No Xadrez Moderno é muito comum a troca durante o jogo, de elementos estratégicos por elementos táticos.

E, prestem atenção nisso: a importância do treinamento da visão do tabuleiro, algo próximo ao antigo xadrez à cegas!

Não para se fazer showzinhos no clube, mas como uma necessidade básica do bom jogador, que deve ser capaz de refazer de cabeça uma partida recém jogada, sem precisar da súmula. Deve ser capaz de, ao fechar os olhos, enxergar todo o tabuleiro e toda a disposição das peças.

Isso deve ser visto, pelo jogador que deseja progredir, como uma aptidão a se conquistar.

Parece espantoso que em nenhum dos livros de estratégia, antigos ou novos, seus autores tenham reservado um capítulo para treinar o estudante a visualizar o tabuleiro, o campo de batalha. Por exemplo: incitar o iniciante a visualizar mentalmente apenas, qual o menor número de casas, que um cavalo, estando em b1, precisa ocupar para chegar em g8 (?).

Grandes treinadores da atualidade, como Andrei Istratescu (http://www.chessmasterschool.com/) reservam uma parte importante de seus cursos para esse tipo de treinamento.

E houve, claro, um acréscimo de importância ao elemento CÁLCULO no xadrez moderno. Calcular é o verbo do momento no xadrez, tanto que dividiram a TÁTICA, sendo que hoje temos COMBINAÇÕES e CÁLCULO.

Aqui, todos os novos livros (Maestria en el Cálculo, do Aagaard; La Esencia del Juego de ajedrez, do Soltis; e mesmo o antigo Preparacion de Ajedrecistas, Golenishev) parecem remeter ao livro PIESE COMO UN GRAN MAETRO, do Kotov, com sua "árbol de variantes", saber calcular os vários lances possíveis e sequências, de uma posição, como se fosse uma árvore que vai crescendo por meio de galhos e mais galhos. A capacidade de cálculo caminha em seguinta à obtenção da capacidade de visualizar mentalmente o tabuleiro, melhor.

Muitos autores mais confundem quanto explicam quando tentam diferenciar para seus leitores, o que é tática e o que é cálculo. Vou simplificar a coisa aqui: TÁTICA É O TREINAMENTO PARA SE ENXERGAR VANTAGENS IMEDIATAS A PARTIR DE UMA DETERMINADA POSIÇÃO DE JOGO. CÁLCULO É O TREINAMENTO PARA SE ENXERGAR VANTAGENS MEDIATAS, OU SEJA, APÓS UM NÚMERO MAIOR DE LANCES, A PARTIR DE UMA DETERMINADA POSIÇÃO DE JOGO.

Por isso que hoje há livros de tática e livros de cálculo. Os primeiros treinam uma visão imediata, para se extrair vantagem imediata de uma determinada posição, quando essas oportunidades surgirem durante uma partida, já o segundos, treinam o enxadrista a visualizar vários lances a frente, buscando uma vantagem que não é imediata, que depende inclusive das linhas de jogo que o adversário vai seguir.

Combinação nada mais é do que UMA SEQUÊNCIA FORÇADA DE LANCES, ANTEVISTA POR MEIO DO CÁLCULO.

Claro que aqui já sai do tema Estratégia, sendo este outro, o da Tática, abordado noutro momento.

São essas, ao que me parece, são as principais mudanças que ocorreram na Estratégia Moderna.

Recomendo para quem se interessar mais por esse tema, que estude o livro Segredos da Estratégia Moderna, de J. Watson, já disponível em português.


NOTAS:

1)
Artigo originalmente publicado no antigo orkut, infelizmente o Google sumiu com todos os dados do antigo site;

2)
PERMITE-SE A QUALQUER INTERESSADO, QUE REPRODUZA ESSE TEXTO OU PARTES DELE, EM SEU SITE, LIVRO, MATERIAL, AULAS ETC. PEDE-SE APENAS QUE SE MENCIONE A ORIGEM DO TEXTO, OU SEJA ESTE BLOG;

3) Atualizei o artigo acima no dia 07.09.2017.